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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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QUER COMPARAR O TAMANHO DO ICEBERG QUE SE DESPRENDEU COM A SUA CIDADE?

Mäyjo, 26.07.17

QUER COMPARAR O TAMANHO DO ICEBERG QUE SE DESPRENDEU COM A SUA CIDADE?

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O Larsen C desprendeu-se da Antárctida e, naturalmente, a notícia espalhou-se rapidamente um pouco por todo o mundo.

 

Afinal, não sendo o maior Iceberg que alguma vez se formou, é absolutamente gigante, com 5 800 quilómetros quadrados. Na sua maioria, quem deu as notícias tentou quantificar o tamanho, fazendo comparações com algum local de referência. Os próprios cientistas que acompanharam mais de perto o desprendimento, compararam-no com o Pais de Gales, já que são da Universidade de Swansea. Nós, aqui no Green Savers, dissemos que era maior que o Algarve (5400 quilometros).

Mas o Berliner Morgen Post fez melhor e criou um mapa interactivo com a área do Iceberg delineada a rosa, que pode arrastar e posicionar sobre a sua cidade ou qualquer outra área que lhe seja familiar. Muito útil para se ter uma verdadeira dimensão da magnitude do Iceberg.bE não se assuste pelo site ser alemão, é extremamente intuitivo e não precisa de perceber a língua para fazer zoom in, zoom out ou arrastar o “iceberg” pelo mapa mundo.

Foto: NASA/John Sonntag

 

PROCURAM-SE IDEIAS PARA ENFRENTAR AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 25.07.17

Warka Water

O Climate Action Challenge é uma competição que convida designers de todo o mundo a apresentarem propostas inovadoras que possam ajudar as pessoas a adaptarem-se às alterações climáticas. O concurso foi lançado na conferência anual da What Design Can Do (WDCD) em Amesterdão, uma plataforma criada em 2011 para mostrar que o design pode ser um catalisador de mudanças e uma maneira de abordar as questões sociais da actualidade.

 

“O tema da nossa conferência este ano foram as alterações climáticas”, explica o fundador da WDCD, Richard van der Laken, no vídeo de apresentação desta iniciativa. Contando com o apoio da Fundação Autodesk, que ajuda as organizações que usam o design para criar um impacto social e ambiental positivo, e da Fundação IKEA, a filial filantrópica da marca sueca de mobiliário, o Climate Action Challenge pretende encontrar soluções inovadoras para um dos mais graves problemas com que se debate o mundo. O desafio centra-se em particular em regiões mais vulneráveis e no auxílio a comunidades mais pobres e que mais sofrem com o fenómeno das alterações climáticas.

No referido vídeo, produzido pela revista de design e arquitectura Dezeen, é possível ver alguns dos projectos apoiados pela Autodesk Foundation, como o Warka Water, uma torre em bambu que consegue captar o vapor de água atmosférico e transformá-lo em água potável, tornando-se num importante motor de mudança nas vidas de comunidades que se debatem com a escassez de água, como é o caso das aldeias do norte da Etiópia. 

Os vencedores do Climate Action Challenge serão seleccionados por um júri internacional, partilhando um prémio no valor de € 900.000, que inclui um orçamento de produção e um programa de aceleração que ajudará os designers no desenvolvimento de suas propostas. A competição está aberta a profissionais, start ups e estudantes. Os participantes têm até 21 de Agosto para enviar suas ideias para o site What Design Can Do.

Foto: Warka Water

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS AMEAÇAM AVANÇOS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS NA SAÚDE MUNDIAL

Mäyjo, 24.07.17

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As alterações climáticas ameaçam destruir os progressos feitos ao nível da saúde mundial nos últimos 50 anos. A conclusão é de um novo estudo da Lancet e da London’s Global University (UCL), apoiado pela Organização Mundial da Saúde.

 

“Encaramos as alterações climáticas como um grande problema de saúde e esta situação é frequentemente negligenciada pela esfera política”, afirma Anthony Costello, director do Instituto de Saúde Global da UCL e vice-presidente da comissão de especialistas que elaborou o estudo, cita o Guardian.

A análise conclui ainda que os benefícios para a saúde resultantes da diminuição do uso de combustíveis fósseis são tão grandes que travar o aquecimento global é também uma grande oportunidade para melhorar a saúde da população mundial do século XXI.

“A nossa trajectória corrente, que aponta para 4°C de aquecimento, é algo que queremos evitar e que pode ter potenciais efeitos catastróficos para a saúde e sobrevivência humana e que poderá aniquilar todos os esforços feitos no último meio século para melhorar a saúde mundial”, indica o investigador.

A investigação, bastante abrangente, estabelece os riscos directos para a saúde, como ondas de calor, secas e inundações, mas também os riscos indiretos, decorrentes da poluição atmosférica, propagação de doenças, fome e doenças mentais.

Entre as principais recomendações da comissão responsável pelo estudo está o abandono da energia fóssil, especialmente do carvão, responsável por milhões de mortes anuais prematuras através da poluição atmosférica. O documento indica ainda que a principal barreira à transição para uma energia de baixo carbono – e respectivos benefícios inerentes para a saúde – são os interesses políticos e não a falta de financiamento ou tecnologia.

Foto: aaardvaark / Creative Commons  

HERÓIS EM NOME DO AMBIENTE

Mäyjo, 23.07.17

Marc

Só em 2016, foram mortas 200 pessoas enquanto defendiam a terra, os recursos naturais, a vida selvagem ou a sua comunidade. Os números foram hoje divulgados pela Global Witness, revelando uma realidade cada vez mais assustadora. “Está a desenvolver-se uma cultura de impunidade”, revelou ao The Guardian John Knox, relator especial da ONU para os direitos humanos e o meio ambiente. “As pessoas em maior risco são as que já são marginalizadas e excluídas da política e da justiça, e que dependem do meio ambiente para sobreviver (…) Há a sensação de que se pode matar defensores ambientais sem repercussões, eliminar qualquer pessoa que se interponha no caminho da mineração, do agronegócio, da exploração madeireira ilegal e da construção de barragens”.

 

É por esse motivo, que o jornal britânico decidiu lançar hoje (13 de Julho) um projecto, em colaboração com a Global Witness, registando as mortes de todos os que foram assassinados em defesa do meio ambiente.

Uma das últimas mortes aconteceu a 27 de Maio, na Guatemala. Carlos Maaz Coc era um pescador, membro da comunidade indígena Q’eqchi e defensor ambiental. Foi morto durante uma manifestação pacífica contra a contaminação do lago e terras locais devido à  mineração de níquel na região. Mas as histórias multiplicam-se. De guardas de parques naturais na República Democrática do Congo a  activistas dos direitos dos indígenas no Brasil. Só nos primeiros cinco meses de 2017, já foram mortas 98 pessoas, o que significa que, estatisticamente, é provável que durante esta semana venham a ser assassinados quatro defensores do ambientais em algum lugar do planeta.

Os dados recolhidos mostram, por exemplo, que um dos principais culpados por toda esta mortandade é a indústria, principalmente a mineira, com 33 mortes no ano passado relacionadas a actividades anti-mineração. Segundo informação da Global Witness, a agricultura, as hidroeléctricas e a exploração madeireira foram as das grandes responsáveis pela violência observada. Muitos dos assassinatos ocorreram em aldeias remotas e esquecidas entre cordilheiras e florestas tropicais, sendo as comunidades indígenas as mais atingidas.

Foto: Viúva e filho de Carlos Maaz Coc – Sandra Cuffe/www.prensacomunitaria.org

AS FRONTEIRAS MAIS ESTRANHAS DO MUNDO

Mäyjo, 22.07.17

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